Associação Cultural, Desportiva e Recreativa D.Carlos I

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História


"O Projecto Top Spin, um projecto de Desenvolvimento Desportivo ..."


Antigas instalações O Projecto Top Spin, o “motor” da Associação D. Carlos I é um Projecto de Desenvolvimento Desportivo percorrido desde Outubro de 1988 e com origem na Escola D. Carlos I em Sintra. Tudo começou nessa altura – ano de lançamento do Desporto Escolar a nível nacional, tendo sido criado nesta Escola um núcleo de Ténis de Mesa que gradualmente se foi popularizando entre os seus alunos e, passado pouco tempo, ficou a ser conhecido como Clube Top Spin. Durante os primeiros três anos, este Clube era frequentado apenas por alunos da Escola D. Carlos I. De uma forma natural, as suas actividades foram sendo divulgadas na comunidade envolvente através das provas que organizava e que mobilizavam alunos das Escolas vizinhas e população em geral. Esta divulgação era também facilitada pela participação crescente dos Encarregados de Educação na prática da modalidade. Em 1992 e para além dos alunos da Escola D. Carlos I, eram já muitos os atletas de várias idades e origens que frequentavam o Clube, de tal modo que “obrigou” ao funcionamento num horário pós-laboral, em alguns dias da semana... Em boa verdade, ainda a Lei de Bases do Sistema Educativo (nesse tempo) não privilegiava, nos seus grandes princípios, a abertura das Escolas às comunidades e já o Clube Top Spin se assumia como uma das vertentes de ligação da Escola D. Carlos I às populações vizinhas. Por outro lado, os jovens que nesta Escola se formavam na modalidade e que por via de prosseguimento de estudos, ou outros motivos, deixavam de ser seus alunos, começaram a constituir motivo de grande preocupação para o responsável deste Projecto, na medida em que era inaceitável, na sua perspectiva, “abandonar” estes jovens, não lhes proporcionando sequência na sua formação e/ou aperfeiçoamento ou, por outras palavras, negar-lhes a possibilidade de continuar a praticar a modalidade, evoluir tecnicamente e até de competir, se fosse o caso. Na realidade, em 92/93, alguns dos atletas que tinham sido formados neste Clube, mudaram de Escola (para prosseguimento de estudos), quando tinham - inclusivamente no ano anterior, sido Campeões Nacionais de Juvenis do Desporto Escolar e alguns deles destacados para representar o país nos jogos da FISEC, na Bélgica... e este facto, associado à dinâmica que se verificava na modalidade, gerou expectativas legítimas nos atletas quanto à continuidade dos treinos e manutenção, pelo menos, do bom nível técnico atingido. Para o responsável deste Projecto, nessa altura, foi como se tivessem sido criados filhos na nossa casa e não se podia pura e simplesmente negar-lhes o futuro desportivo que passava pela continuação da prática da modalidade e pela possibilidade de continuarem a competir. No Concelho de Sintra não havia qualquer colectividade com capacidade de resposta para absorver estes jovens e cumprir as suas expectativas. Pode aliás afirmar-se que é nesta época que o Projecto Top Spin se consolida nos seus ideais e se configura como um projecto de desenvolvimento desportivo, obedecendo às seguintes orientações:

  • Apoiar e manter os ex-alunos ligados à modalidade e à Escola D. Carlos I;
  • Alargar cada vez mais as actividades à comunidade envolvente;
  • Desenvolver a organização desportiva envolvendo o maior número possível de jovens na preparação de provas e torneios regulares;
  • Proporcionar a formação desportiva de forma continuada e evolutiva aos seus atletas e desenvolver todos os esforços para a formação de equipas federadas nas várias classes;
  • Integrar a prática desportiva na formação integral dos jovens, passando pela aquisição dos valores fundamentais da ética, solidariedade, respeito pelos outros, para além da autonomia e auto estima.
Em termos práticos o Clube ficou cheio de atletas em grande medida devido ao retorno dos ex-alunos às actividades de treino e competição. Nesta situação, era cada vez mais claro para o responsável deste Projecto que não era possível financiar as actividades (quer de formação, quer de competição) através das verbas do Desporto Escolar, não apenas porque o Projecto “tinha saltado os muros da Escola” há muito tempo, mas também pelo número e diversidade (tanto etária como de origem) dos atletas envolvidos. Foi nessa altura que o responsável do Projecto Top Spin, acompanhado e apoiado pelo Conselho Directivo da Escola D. Carlos I, desenvolveu as diligências necessárias junto da Câmara Municipal de Sintra, designadamente da Divisão de Desporto, no sentido de candidatar o Clube Top Spin aos apoios do Associativismo Desportivo dado que, este Clube, funcionava já como se de uma Colectividade se tratasse – envolvendo largas dezenas de atletas do Concelho. A Edilidade, justiça lhe seja feita, compreendeu desde logo o papel social e desportivo desenvolvido pelo Clube e apoiou-o conforme pôde nas suas actividades É de realçar também, o carinho com que a Escola D. Carlos I sempre encarou este Projecto, tornando possível ao longo dos anos trabalhar com os atletas em locais minimamente satisfatórios, à medida que a Escola se ia renovando...De referir também que só com o seu contributo foi possível ir apetrechando o Clube para que se pudessem desenvolver as suas crescentes actividades. De qualquer modo e apesar de todo o empenho da Escola, as instalações utilizadas começaram a ser insuficientes para o normal desenvolvimento do Projecto e, em meados de 1995, o responsável inicia junto da Câmara e da DREL um intensivo processo de solicitação para a construção de um espaço adequado à prática da modalidade e que respondesse às necessidades de formação de um número crescente de praticantes. Alguns anos mais tarde e no âmbito da proposta da Câmara para a construção de instalações que permitissem o alargamento ao 1.º Ciclo na Escola D. Carlos I, foram contempladas finalmente as aspirações deste Projecto com a construção de uma Sala específica para a prática do Ténis de Mesa (em 2003). É imperioso referir que nas negociações com a Câmara e a DREL, o empenho do Conselho Directivo daquela Escola foi crucial na defesa e oportunidade de construção desta Sala, como resposta não só a uma reivindicação antiga mas, fundamentalmente, como reconhecimento pelo papel que o Clube vinha desempenhando na comunidade e na imagem positiva da Escola que transportava para fora dos seus muros. Voltando um pouco atrás, o apoio ao Clube Top Spin, no âmbito do Associativismo Desportivo e numa fase transitória, durou até finais de 1997, altura em que se começou a configurar como muito urgente a sua transformação formal numa Colectividade com autonomia jurídica, Estatutos e Órgãos Sociais, de acordo com a lei vigente e com o exigido nas candidaturas aos apoios oficiais. Assim, de entre as várias razões que levaram o responsável pelo Projecto Top Spin a enveredar por esta solução, podemos salientar três:
  • O Clube Top Spin teria de estar constituído de acordo com os requisitos legais para continuar a candidatar-se aos apoios do Associativismo Desportivo;
  • Era urgente a criação de uma estrutura formal que pudesse consolidar no futuro a continuidade da formação e da prática desportiva, após o percurso do Desporto Escolar;
  • Os contactos crescentes de ex-alunos da Escola D. Carlos I, que tinham ali aprendido não só a praticar o Ténis de Mesa, como também o Voleibol e outras modalidades e mesmo na área de expressão dramática e que viam com expectativa a existência de uma Colectividade que lhes permitisse a continuidade das suas actividades desportivas e culturais, num espaço e com pessoas a que estavam ligadas afectivamente.
Novas instalações E assim, durante dois anos e alguns meses, foi preparado com todo o cuidado e com o aval da Escola D. Carlos I - inclusive do seu Concelho Pedagógico, a constituição desta Colectividade que ficou efectivada em Outubro de 2000, com a designação de Associação Cultural, Desportiva e Recreativa D. Carlos I, com sede naturalmente naquela Escola e usufruindo das suas instalações desportivas num horário pós-laboral, ao serviço da comunidade concelhia. O Projecto Top Spin funciona actualmente em duas vertentes:
  • Uma, no Desporto Escolar, assegurando a formação de Ténis de Mesa e respectiva componente competitiva, como Referência Desportiva da modalidade a funcionar na Escola D. Carlos I, para os alunos desta Escola e outras Escolas do Concelho...
  • A outra vertente é no Desporto Associativo – no horário pós-laboral, através da Associação D. Carlos I, que assegura a este nível a continuidade da formação para além da participação nos quadros competitivos oficiais da ATML e FPTM.
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